A plenitude da vida: o amor ao próximo. Conceitos em Agostinho e Kierkegaard

Autores

  • Eduardo Luis Cândido Bezerra

Resumo

Esta pesquisa científica abordará o tema do amor ao próximo, buscando fomentar um diálogo entre a tradição filosófica de Agostinho e a filosofia existencialista contemporânea de Kierkegaard. O artigo destacará a contribuição de Agostinho na construção da filosofia ética cristã. Na obra Cidade de Deus, apresenta as dificuldades sociais da época, defende o cristianismo da acusação de motivo do declínio social e eleva o conceito de amor ao próximo para algo necessário na vivência em sociedade. É justamente nessa vivência que ocorre a possibilidade de superação de todas as dificuldades sociais aparentes. Kierkegaard leu e deu continuidade ao pensamento agostiniano, acrescentando sua percepção acerca da complexidade social e elevando a proposta da vivência do amor ao próximo como um dever. Nos escritos intitulados Obras do Amor, constrói um caminho reflexivo com o conceito “tu deves amar”. Assim, Kierkegaard inaugura um imperativo categórico social e religioso. Com isso, o amor ao próximo se torna uma necessidade primordial para se viver em sociedade. Este diálogo filosófico defende o amor ao próximo como plenitude da vida, uma possibilidade de rompimento com o mal social, construindo uma sociedade cada vez mais digna e justa.

Palavras-chave: Amor ao próximo; Vivência; Dever; Sociedade.

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Publicado

2024-01-03

Como Citar

Bezerra, E. L. C. (2024). A plenitude da vida: o amor ao próximo. Conceitos em Agostinho e Kierkegaard. Annales Faje, 8(5), 53. Recuperado de https://faje.edu.br/periodicos/index.php/annales/article/view/5527