Da sociedade fechada à sociedade aberta: Superando extremismos através da Simplicidade e do reconhecimento da Dignidade Humana
Resumo
Esta comunicação aborda a transição das sociedades fechadas para sociedades abertas, fundamentada na filosofia de Henri Bergson, com ênfase na promoção da paz e na desarticulação dos extremismos. A democracia, por reconhecer os direitos inalienáveis da pessoa, é apresentada como um mecanismo que transcende a natureza autodefensiva das sociedades fechadas, caracterizadas por divisões e conflitos. Inspiradas por místicos e heróis, essas sociedades podem evoluir para um estado de cooperação e reconhecimento mútuo, embora esse processo não seja linear ou definitivo. Bergson argumenta que a abertura social, impulsionada pela intuição e pela mística do amor, permite a superação do instinto de guerra e a transformação das sociedades. A simplificação da vida e a rejeição do luxo e do materialismo são propostas como caminhos para alcançar uma sociedade mais justa e reconciliada. Para isso, utilizaremos o método hermenêutico, fazendo um extrato da filosofia bergsoniana em literatura especializada abordando a transição das sociedades, a valorização da dignidade humana e o apelo ao retorno à simplicidade. Este estudo conclui que a reorientação dos valores sociais, centrada na simplicidade e na dignidade humana, é essencial para a construção de uma sociedade aberta, onde a paz e a cooperação prevaleçam sobre os conflitos e extremismos.
Palavras-chave: Sociedade Aberta. Dignidade Humana. Henri Bergson. Extremismo. Simplicidade.