A palavra como indizibilidade e recusa da linguagem instrumental na poesia de Paul Celan

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20911/25260782v10n3p120/2025

Resumo

O presente trabalho propõe discutir a questão da indizibilidade na poesia de Paul Celan, poeta judeu-alemão sobrevivente do Holocausto. Uma parte considerável dos seus poemas é caracterizada por uma “dicção fechada”, ocasionando uma ruptura com a linearidade da sua leitura. As imagens quebradas que comparecem nesses poemas apresentam uma desarticulação da linguagem, caracterizando-os como expressão do indizível. Trata-se de uma poesia que suspende o dizer através dos desvios sintáticos nela apresentados: a linguagem não-linguagem, o silêncio, uma inegável tendência ao emudecimento, o que acaba por evidenciar o não-dito. Assim, observa-se a exploração do espaço branco, a síntese, o conteúdo impreciso, a falta de sentido daquilo que se manifesta, os sons cortados, a obscuridade e opacidade dos seus versos, a experiência poética como recusa da linguagem instrumental e de caráter dominador.

Palavras-chave: Paul Celan. Poesia. Linguagem. Indizibilidade. Lírica contemporânea.

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Publicado

2025-12-01

Como Citar

Rocha, A. W. V. (2025). A palavra como indizibilidade e recusa da linguagem instrumental na poesia de Paul Celan. Annales Faje, 10(3), 120. https://doi.org/10.20911/25260782v10n3p120/2025