A PRIMAZIA DA PHRONESIS: UM MODELO FORMATIVO PARA A GOVERNANÇA ÉTICA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20911/21769389v52n164p733/2025

Resumo

As transformações rápidas proporcionadas pela inteligência artificial (IA) colocam em evidência dilemas inéditos para a filosofia moral e para a governança tecnológica contemporânea. Este artigo analisa três perspectivas normativas – deontologia, utilitarismo e ética das virtudes aristotélica – argumentando que apenas esta última oferece um fundamento formativo consistente, alicerçado na sabedoria prática (phronesis) e no cultivo do caráter moral dos agentes humanos. Sustenta-se que regras e cálculos devem ser subordinados à phronesis, de modo a possibilitar juízos prudenciais e responsabilidade ética diante da complexidade algorítmica. Por fim, propõe-se um modelo integrador de princípios, consequências e virtudes, orientado simultaneamente para a governança ética da IA e para a promoção do florescimento humano.

Palavras-chave: Inteligência artificial. Ética das virtudes. Deontologia. Utilitarismo. Phronesis.

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Publicado

2025-12-23

Como Citar

de Jesus Silva, E., & Monzato Machado de Jesus, F. (2025). A PRIMAZIA DA PHRONESIS: UM MODELO FORMATIVO PARA A GOVERNANÇA ÉTICA. Síntese: Revista De Filosofia, 52(164), 733. https://doi.org/10.20911/21769389v52n164p733/2025

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Artigos