O apogeu e declínio da arte: O fim do equilíbrio trágico e a crise da arte segundo Friedrich Nietzsche
DOI:
https://doi.org/10.20911/25260782v11n3p50/2026Resumo
Este artigo propõe uma reflexão sobre um possível empobrecimento da cultura contemporânea a partir da crítica filosófica e estética de Friedrich Nietzsche no século XIX, sobretudo aquela desenvolvida em O Nascimento da Tragédia. A investigação parte do contraste entre a arte trágica, entendida como expressão do equilíbrio entre as forças apolíneas e dionisíacas, e a arte do século XIX, que Nietzsche percebe estar marcada pela cisão dessas forças e pela transformação da criação artística em um espetáculo destituído de profundidade. O objetivo é demonstrar o empobrecimento cultural que Nietzsche viu em seu tempo, e usá-lo como força motriz para as reflexões sobre a cultura de nossa sociedade contemporânea. Busca-se compreender de que maneira a perda do espírito trágico comprometeu a vitalidade estética da cultura moderna, particularmente na Alemanha oitocentista, e que ecos dessa crítica ainda ressoam na arte contemporânea. A metodologia adotada baseou-se em revisão bibliográfica, com ênfase nas obras de juventude do autor e em estudos interpretativos sobre seu pensamento. Ao final, conclui-se que a proposta nietzschiana de retorno ao ideal trágico não apenas lança luz sobre os impasses culturais de seu tempo, mas também oferece uma provocação instigante para pensar o lugar da arte na experiência humana hoje.
PALAVRAS-CHAVE: Arte - Contemporâneidade - Cultura-Netzsche-Tragédia