(A)teologias políticas democratico-radicais
DOI:
https://doi.org/10.20911/25260782v10n4p80/2025Resumen
O presente artigo apresenta novas correntes da teologia política que, superando o legado schmittiano, são capazes de decriptar o poder político que, uma vez convertido em potestas, se mostra hoje como um tipo de idolatria tanto do mercado quanto do capital. Na introdução, se discute a formação do conceito moderno de teologia política devido a Carl Schmitt, indicando como se estrutura com base na ideia de soberania e conforma uma visão política autoritária. Na primeira seção são apresentadas teologias políticas críticas em relação à proposta de Schmitt, tais como aquelas desenvolvidas pelos pensadores judeus Walter Benjamin e Jacob Taubes. Aponta-se também para o encontro entre a filosofia pós-estruturalista e novas teologias de matriz crítico-radical. Na segunda seção, debate-se a teoria da encriptação do poder, entendendo-a como uma releitura radical do poder político centrada na ideia de potentia, a qual abre espaço para teologias políticas democrático-radicais cujas principais tendências, autores e orientações teóricas são discutidas na terceira seção. Nela comparecem correntes feministas (tanto do Sul quanto do Norte globais), negras e decoloniais. O texto se conclui com uma breve reflexão sobre o êxodo e a fraqueza divina, ideias capazes de potencializar as teologias políticas radicais em sua tarefa de construir sociedades verdadeiramente democráticas.
Palavras-chave: Teologias políticas. Pós-estruturalismo. Teoria da encriptação do poder. Potestas e potentia. An-arquia.