O fenômeno da despossessão como um desafio para o imperativismo na filosofia da dor
DOI:
https://doi.org/10.20911/25260782v10n3p62/2025Resumo
O artigo tem como objetivo criticar a teoria imperativista na filosofia da dor. A teoria imperativista defende a tese de que a natureza dos estados mentais de dor é constituída por comandos protetivos. Essa tese depende da existência de um sentimento de posse sobre o próprio corpo. Entretanto, casos de despossessão, em que há falta de integração de diferentes canais informacionais, mostram que estados de dor podem ocorrer independentemente de comandos. Ademais, esses casos violam princípios homeostáticos, nos quais o imperativismo se baseia para a fundamentar a concepção de dor como comandos. Enfim, cabe a ao imperativismo fornecer uma resposta para a compreensão de estados de dor independentemente de comandos.
Palavras-chave: Dor. Comandos. Despossessão. Sentimento de Posse.