Quando criar é dizer sim à vida: A semelhança do ato criador na filosofia de Nietzsche e Lou Salomé

Autores

  • Gabriela Borges Casé de Vasconcelos Universidade Federal de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.20911/25260782v11n3p36/2026

Resumo

O presente trabalho tem por principal objetivo investigar em que medida o ato criador, tanto na filosofia de Friedrich Nietzsche quanto na de Lou Andreas-Salomé, resulta de forma semelhante na afirmação da vida. A hipótese central é que, embora suas concepções não coincidam nos detalhes, ambos os pensadores entendem a criação como um gesto afirmativo frente ao caráter inexorável da existência. Para isso, o estudo adota uma metodologia explicativa com delineamento bibliográfico, centrando-se na análise de dois textos principais: o capítulo “Da redenção”, de Assim Falou Zaratustra, de Nietzsche, e o capítulo “A experiência do amor”, da obra Minha Vida, de Lou Salomé. Na filosofia nietzschiana, a criação se vincula à vontade de potência, como possibilidade de transvaloração dos valores e reconciliação com o tempo e o devir — ideia expressa na superação do ressentimento e na afirmação do eterno retorno. Já para Lou Salomé, a criação se relaciona ao acolhimento poético do real: a vida, em sua força impositiva, é transcrita pelo sujeito em forma criadora, mesmo diante da dor. Em ambos os casos, a criação surge como resposta à fatalidade da existência, sendo uma via de afirmação incondicional da vida. Conclui-se, portanto, que há uma forte convergência na função filosófica da criação em ambos os autores: trata-se do ato que permite dizer “sim” à vida, transformando o inevitável em potência expressiva e afirmativa.

PALAVRAS-CHAVE: afirmação da vida criação; fatalidade; ímpeto do acontecimento; vontade de potência.

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Publicado

2026-07-06

Como Citar

Vasconcelos, G. B. C. de. (2026). Quando criar é dizer sim à vida: A semelhança do ato criador na filosofia de Nietzsche e Lou Salomé. Annales Faje, 11(3), 36. https://doi.org/10.20911/25260782v11n3p36/2026