1. Título: “Juventudes: realidades e perspectivas”.
1.1 Resumo: Ao propor o tema “Juventudes: realidades e perspectivas”, o Simpósio da FAJE - PUC MINAS pretende, diante dessa realidade, perguntar pelas oportunidades e desafios para a Filosofia e a Teologia, pensar as juventudes e, a partir deste solo latino-americano, produzir um pensamento global. Quais são as oportunidades de discussão, articulação e sinergia entre Filosofia e Teologia na busca da própria autocompreensão das juventudes em suas realidades e perspectivas.
Palavras-Chave: Filosofia, Teologia, Ciências da Religião, Juventudes, Latino-américa.
2. Ementa: A Faculdade Jesuíta e a PUC Minas promoverão, de 04 a 06 de outubro de 2023, o XVIII Simpósio Internacional Filosófico-Teológico da FAJE & X Simpósio Internacional das Ciências da Religião PUC Minas, com o tema “Juventudes: realidades e perspectivas”.
A sociedade contemporânea vive rápidos processos de transformação social. Novas maneiras de viver nossa humanidade, novas perspectivas de adesão social, novas formas de responder às questões religiosas e sobre o sentido da vida multiplicam-se a todo momento. Viver nessa sociedade é ser permanentemente desafiado a dar respostas novas a novos desafios. Neste contexto, a partir do início do século vinte, vem ganhando cada vez mais relevâncias como categoria social as juventudes e sua presença atuante no tecido social. Nas juventudes reconhecemos de forma ampliada tendências e perspectivas que marcam nossas sociedades emergentes. Também elas constroem e são construídas pela sociedade. Assim, é possível dizer que em cada tempo, sociedade e grupo, gera-se uma maneira de ser jovem e que há algo de inédito em toda experiência geracional. Por isso, entendê-las é entender as realidades e perspectivas que são tecidas nas sociedades.
Por juventude, segundo o Estatuto da Juventude, define-se pessoas com idade entre 15 e 29 anos. O mesmo estatuto destaca que, no Brasil, as juventudes possuem vários direitos como o direito de cidadania, a participação social e política; a educação e aquisição de habilidades necessárias para a prática de uma profissão, ao trabalho e renda; a não discriminação e a igualdade; a saúde e cultura; a comunicação e liberdade de expressão; ao esporte e lazer; a mobilidade e um ambiente sustentável e ecologicamente equilibrado; a segurança pública e acesso à justiça, etc. Importante destacar, diante desses direitos, que as juventudes são plurais porque, mesmo havendo uma experiência geracional comum, há diversas maneiras de ser jovem segundo o gênero, orientação sexual, origem étnica, condição financeira, realidade geográfica, adesão religiosa, bem como outras dimensões e combinações dessas realidades.
No entanto, diante desses direitos a realidade cotidiana das juventudes é desafiante. Nos últimos tempos, especialmente na realidade brasileira, observamos transformações importantes que afetam profundamente o dia-a-dia dos jovens. As relações familiares e sociais apresentam-se marcadas pela agressividade e violência em vários âmbitos. Cresce o número de grupos preconceituosos e conservadores nas juventudes. Percebe-se o confinamento de grupos juvenis em bolhas de redes sociais, aprisionados por ilusões sem lastro com o real. Crescimento do número de jovens sem pertencimento religiosos e mesmo sem religião, ampliando a dificuldade das religiões e igrejas em lidar e incluir as juventudes. Dificuldade das escolas em oferecer, nos vários estratos sociais, uma educação inclusiva e promotora da liberdade e solidariedade fora da lógica do mercado e do sucesso individual. Por outro lado, o Pontificado do Papa Francisco também abre perspectivas humanizadoras para os jovens dentro do campo religioso e social. Trata-se, então, de perceber a realidade e olhá-la com atenção e sabedoria.
Diante desse contexto desafiador para as juventudes, muitas tendências podem ser citadas na busca de definir caminhos existenciais e políticas públicas paras as juventudes nas relações humanas e familiares, no mundo religioso e cultural, na vida escolas e o mundo do trabalho, nas questões políticas e econômicas, na desigualdade social, nas questões de gênero e sexualidade, na desigualdade social e nos desafios ecológicos, etc. Muitos são os caminhos, mas para o nosso Simpósio as questões das juventudes serão concentradas na questão do religioso e do sentido da vida, e da educação e formação humana.
Todo o desafio social e acadêmico, especialmente em nosso Simpósio, será o de: discutir e buscar referenciais para compreender o fenômeno juvenil no mundo contemporâneo; tematizar, ampliar e aprofundar o conhecimento teórico e de boas práticas a respeito das juventudes e seus desafios e propor linhas de reflexão e de ação sobre as temáticas do Simpósio para contribuir na produção de conhecimento e na partilha de boas práticas na atuação junto às juventudes.