Ativismo e protagonismo negro: da conscientização da comunidade negra à educação emancipatória universal como projeto de superação do racismo e do sexismo
DOI:
https://doi.org/10.20911/21799024v16n2p245/2025Resumo
O racismo e o sexismo são temas centrais denunciados por Lélia Gonzalez em sua militância e em suas pesquisas como docente. Para a autora, superar a opressão exige fortalecer um ativismo negro que dê poder de fala ao que ela chamou de “lixo”, rompendo séculos de silenciamento da cultura e da identidade negra. Essa perspectiva dialoga com o projeto educacional de Paulo Freire, cujo modelo pedagógico busca a libertação do oprimido por meio da consciência crítica, da cidadania e do protagonismo social. A convergência entre Gonzalez e Freire mostra que a emancipação do negro – especialmente da mulher negra – depende da formação crítica e da participação ativa dos sujeitos historicamente subjugados. Enquanto Gonzalez destaca a urgência de legitimar a voz do oprimido, Freire oferece meios pedagógicos para transformá-la em ação capaz de modificar estruturas sociais. Assim, a articulação entre ativismo cultural e educação libertadora torna-se essencial para enfrentar o racismo, o sexismo e outras desigualdades estruturais.
PALAVRAS-CHAVE: Racismo; Sexismo; Conscientização; Protagonismo; Educação Libertadora.
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