“O futuro é ancestral”: rumo à escatologia da ancestralidade a partir da ecodomia dos modos de vida quilombola

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DOI:

https://doi.org/10.20911/21768757v57n1e05812/2025

Resumo

A crise climática, as pandemias e inúmeras catástrofes ambientais nos confrontam acerca do futuro que podemos esperar para a humanidade e toda a criação. As mulheres negras e a Terra são as mais afetadas neste contexto marcado pelo patriarcado e um sistema econômico depredatório. Perguntar pelo futuro é usar a imaginação escatológica para gerar potência criativa e de ação capaz de antecipar o desejo de Deus para a humanidade e a criação. Perguntamos se a diáspora negra, a partir da sua particularidade, pode contribuir para a teologia Global. Será que podemos reconfigurar a escatologia a partir desta particularidade e, assim, alimentar a esperança dos povos que são massacrados pelo sistema vigente? Para tecer uma escatologia negra, a saber, uma “escatologia da ancestralidade”, utilizamos os fios do ecofeminismo africano e do pensamento afrodiaspórico. Sinalizamos para a ecodomia dos modos de vida quilombola, como uma escatologia prática.

PALAVRAS-CHAVE: Fim do mundo. Escatologia. Ecofeminismo africano. Pensamento afrodiaspórico. Ancestralidade. Ecodomia.

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Publicado

2025-04-30

Como Citar

CALDEIRA, Cleusa. “O futuro é ancestral”: rumo à escatologia da ancestralidade a partir da ecodomia dos modos de vida quilombola. Perspectiva Teológica, [S. l.], v. 57, n. 1, p. e05812, 2025. DOI: 10.20911/21768757v57n1e05812/2025. Disponível em: https://faje.edu.br/periodicos/index.php/perspectiva/article/view/5812. Acesso em: 16 out. 2026.