Voltar a Niceia 1700 anos depois
DOI:
https://doi.org/10.20911/21768757v57n3e02325/2025Resumo
As igrejas cristãs comemoram, em 2025, os 1700 anos do concílio de Niceia, tido como o primeiro concílio ecumênico e associado, pela maioria dos historiadores da Igreja, à definição da “divindade” de Cristo, através do termo “homoousios” (consubstancial). Este termo foi inserido no símbolo ou credo que, com os acréscimos do concílio de Constantinopla (381), tornou-se uma das referências da fé e da identidade cristãs a partir do concílio de Calcedônia (351): o niceno-constantinopolitano. Boa parte dos manuais de história do concílio niceno o aborda a partir da perspectiva dogmática, seja a teológica, voltada à compreensão do Deus Trindade, seja a cristológico-soteriológica, voltada à compreensão da identidade e do significado do mistério de Jesus Cristo. O sentido eclesiológico e político de Niceia também foi objeto de várias releituras, sobretudo a partir do século XIX, quando ganhou força a “primeira busca” do Jesus da história, para a qual o recurso às categorias da filosofia grega teria “helenizado” ou “dogmatizado” a fé cristã, afastando-a de Jesus de Nazaré e daquilo que é próprio de sua verdadeira história (...)
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Perspectiva Teológica

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Após a aprovação do texto submetido, os autores deverão encaminhar uma carta de direitos autorais assinada, cujo modelo se encontra na guia "Declarações" no topo do site da revista.



