Teologia, inteligência artificial e alguns desafios: reflexões à luz das primeiras provocações do Magistério de Leão XIV
DOI:
https://doi.org/10.20911/21768757v58n2e06427/2026Resumo
O artigo investiga o estatuto teológico e ético da inteligência artificial (IA) a partir do desafio proposto pelo Papa Leão XIV, assumindo que a questão central da IA é antropológica, não apenas tecnológica. Estrutura-se, metodologicamente, em quatro momentos: acolhe-se a crítica leonina ao risco de a hiperconectividade e a IA impedirem o encontro com o outro; delimita-se um conceito de IA com base em sua história, teóricos contemporâneos e no Magistério católico recente; argumenta-se, à luz da teologia da criação, que a IA não rivaliza com o ser humano, mas reflete a continuidade da obra criadora; por fim, a partir da compreensão da IA como ferramenta e não como sujeito, elencam-se seis desafios para a ética cristã.
Palavras-chave: Leão XIV. Inteligência artificial. Teologia da criação. Ética cristã. Desafios.
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